Presidente da CCJ adia indicação de relator e pode atrasar cronograma da reforma da Previdência

 
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça ( CCJ ), Felipe Francischini (PSL-PR), adiou a indicação de umrelator para a reforma da Previdência . Ele tinha prometido escolher o deputado responsável pela função nesta quinta-feira, mas divulgou uma nota informando que a decisão ficou para a próxima semana pela necessidade de "esclarecimentos" sobre a proposta relativa aos militares, enviada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, dia 20.
 
"Depois de uma reunião com líderes partidários, ficou acordado que não haverá a indicação do relator até que o Governo, através do Ministério da Economia, apresente um esclarecimento sobre a reforma e a reestruturação dos militares", informa nota divulgada pela liderança do PSL.
 
Na próxima terça-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, participará de audiência pública na comissão. A previsão era de que no dia seguinte o relatório já fosse apresentado, mas como o deputado responsável não será mais nomeado antes da presença do ministro o cronograma deve atrasar.
 
A previsão de Francischini era concluir a votação na CCJ até o dia 4 de abril, mas com o adiamento há dúvidas sobre a possibilidade de se cumprir este cronograma.
 
A proposta dos militares gerou reclamações no Congresso. Enquanto a PEC que trata dos civis prevê uma economia de R$ 1 trilhão em 10 anos a dos militares teria um efeito fiscal de apenas R$ 10 bilhões no mesmo período porque junto com medidas previdenciárias foram incluídas propostas de reestruturação da carreira.
 
Além do desconforto com a proposta para os militares, há também reclamações do próprio presidente da CCJ em relação ao comportamento do Planalto. Ele destacou a interlocutores que mesmo sendo apontado como favorito ao cargo desde o início dos trabalhos no Congresso nunca foi procurado pelo governo para conversar. Francischini tem criticado a articulação política dizendo que o governo não se antecipa a problemas e apenas "deixa rolar" os trabalhos no Congresso. O deputado articulou sozinho para evitar uma convocação de Guedes na comissão negociando a presença dele apenas como convidado. Com informações do jornal Extra
 


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